Aos 9 anos, Arthur Yera já chama atenção como um dos grandes destaques do núcleo infantil de ‘Êta Mundo Melhor’. Natural de São Paulo, o ator dá vida a Simbá.
Em entrevista ao Purepeople, o jovem artista falou sobre a repercussão de viver o minivilão da novela das seis da Globo, a reação das pessoas nas ruas, o processo de preparação para as cenas e até o sonho de interpretar um super-herói no cinema.
Na trama escrita por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson, Simbá é um garoto esperto e estrategista, mas também marcado pela inveja que sente de Samir (Davi Malizia), filho biológico de Candinho (Sergio Guizé).
Influenciado por Zulmira (Heloisa Perissé), dona do orfanato que movimenta a história, ele acaba envolvido em diversas armações ao longo da história. Ainda assim, o personagem vem mostrando nuances e sinais de transformação, algo que o público tem percebido.
“Muitas pessoas me param na rua por causa do Simbá. Fico surpreso quando as pessoas falam comigo sobre ele, dizem que ficam bravas com o que ele faz na novela. No começo, perguntavam porque ele fazia aquelas coisas e diziam ‘ai, esse menino!’, mas agora bastante gente fala que está gostando de ver ele ficando mais bonzinho, e dizem: ‘Ainda bem que ele está melhorando!’”
Para dar vida a um personagem com tantas camadas, Arthur conta que passa por um cuidadoso processo de preparação.
“Eu sei que o Simbá tem sentimentos como inveja e querer enganar as pessoas. Pra me preparar, eu converso muito com minhas preparadoras e com os diretores, eles me explicam por que o Simbá age assim e o que ele está sentindo em cada cena. Também ensaio bastante pra mostrar esses sentimentos só na atuação, com o olhar, com o jeito de falar”
Apesar da intensidade das cenas, o ator garante que consegue separar completamente ficção e realidade. “Eu não tenho dificuldade de separar o Arthur do Simbá, porque eu sei que tudo ali é de mentirinha. Quando termina a gravação, eu volto a ser eu mesmo, brinco, dou risada com a equipe e vou ficar com meus amigos e minha família”.
Nos bastidores, o clima é leve, inclusive com seu rival em cena: “A gente conversa bastante, brinca, ensaia junto e dá muita risada. Isso deixa tudo mais leve, mesmo quando as cenas são mais sérias. A nossa amizade ajuda muito na hora de gravar, porque um confia no outro”.
Arthur começou cedo na carreira, aos três anos, em campanhas publicitárias. O interesse pela atuação surgiu de forma espontânea e rapidamente virou paixão. Com a novela chegando ao fim no dia 23 de março, ele já mira voos maiores.
“Fazer cinema é um grande sonho meu, e viver um herói seria incrível. Eu ia me dedicar muito para tornar esse personagem inesquecível”